Jovens defendem mudanças na internet
Adolescentes querem uma internet mais segura e equilibrada
Uma pesquisa com mais de 500 jovens, entre 13 e 18 anos, revela como os adolescentes enxergam a relação com a internet.
Os dados mostram uma relação de dois lados com o ambiente digital.
Ao mesmo tempo em que a internet proporciona diversão, informação e contato com outras pessoas, também gera preocupações.
Metade dos entrevistados afirma passar mais tempo online do que gostaria.
Ainda assim, 63% dizem sentir felicidade ao usar a internet.
A pesquisa Adolescência Sem Filtro foi divulgada nesta quarta-feira, dia 12, Dia Nacional da Juventude.
O levantamento aponta que 71% dos adolescentes defendem a continuidade da internet, mas com mudanças.
Apenas 9% acreditam que a internet deveria acabar.
Os resultados indicam que os jovens reconhecem os benefícios e os problemas do ambiente digital.
Entre os entrevistados, 71% usam a internet principalmente para diversão.
Outros 55% associam o ambiente digital à curiosidade e à descoberta de novos conteúdos.
As redes sociais aparecem como a principal atividade online.
Cerca de 46% acessam diariamente essas plataformas.
Conversar com amigos e familiares aparece em segundo lugar, com 37%.
Os jogos são utilizados por 30% dos entrevistados.
Já 23% usam a internet principalmente para estudar.
Outros 21% acessam a rede para assistir a vídeos.
Apesar dos benefícios, os jovens também demonstram preocupação com o excesso de tempo conectado.
Segundo o levantamento, 41% se sentem mais dependentes do celular.
Além disso, 39% afirmam ter perdido tempo de estudo por causa da internet.
Para enfrentar esses problemas, 44% dizem bloquear contas ou conteúdos considerados prejudiciais.
Outros 32% fazem pausas durante o dia para reduzir o tempo de uso.
A responsabilidade das plataformas também é apontada pelos adolescentes.
Quase metade, 49%, acredita que as empresas devem contribuir para melhorar a internet.
Já 43% defendem maior controle sobre as plataformas digitais.
O estudo mostra ainda que os próprios jovens reconhecem a necessidade de controlar melhor o tempo conectado.
Eles também entendem que precisam se proteger de conteúdos negativos encontrados na internet.
A pesquisa contou com a participação de oito adolescentes na etapa qualitativa.
Eles tinham entre 13 e 18 anos e realizaram entrevistas com outros jovens.
A estratégia buscou facilitar a comunicação e permitir que os participantes falassem com mais liberdade.
O levantamento também mostra que 19% dos adolescentes acreditam que podem ajudar a transformar a internet.
Além disso, 69% afirmam estar abertos a receber ajuda para lidar com o uso excessivo da rede.
Os números mostram que os jovens não querem abandonar a internet.
A principal reivindicação é tornar o ambiente digital mais seguro, equilibrado e saudável.
Nesse contexto, o Instituto Alana lançou a nona edição do Prêmio Criativos 2026.
Com o tema “A internet é nossa”, a iniciativa incentiva crianças e adolescentes a criarem soluções para melhorar o ambiente digital.
Podem participar estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio, entre 10 e 18 anos.
Os projetos podem abordar temas como tempo de tela, cyberbullying, inteligência artificial e desinformação.
Também podem tratar de educação, inclusão digital, redes sociais e segurança na internet.
A edição deste ano inclui uma categoria audiovisual para vídeos e podcasts.
Ao todo, nove projetos poderão receber prêmios que somam R$ 12 mil.
A proposta é estimular o protagonismo dos jovens e transformar suas experiências digitais em ideias para uma internet mais segura, inclusiva e acolhedora.
Matéria: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 12/08/2026 - 15:05 Rio de Janeiro
foto: PankeysonPhotos por Pixabay
Redação adaptada por: Dimas Damasceno