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Jovens defendem mudanças na internet

Publicado em 12/08/2026 16:16
Jovens defendem mudanças na internet

Adolescentes querem uma internet mais segura e equilibrada

Uma pesquisa com mais de 500 jovens, entre 13 e 18 anos, revela como os adolescentes enxergam a relação com a internet.

Os dados mostram uma relação de dois lados com o ambiente digital.

Ao mesmo tempo em que a internet proporciona diversão, informação e contato com outras pessoas, também gera preocupações.

Metade dos entrevistados afirma passar mais tempo online do que gostaria.

Ainda assim, 63% dizem sentir felicidade ao usar a internet.

A pesquisa Adolescência Sem Filtro foi divulgada nesta quarta-feira, dia 12, Dia Nacional da Juventude.

O levantamento aponta que 71% dos adolescentes defendem a continuidade da internet, mas com mudanças.

Apenas 9% acreditam que a internet deveria acabar.

Os resultados indicam que os jovens reconhecem os benefícios e os problemas do ambiente digital.

Entre os entrevistados, 71% usam a internet principalmente para diversão.

Outros 55% associam o ambiente digital à curiosidade e à descoberta de novos conteúdos.

As redes sociais aparecem como a principal atividade online.

Cerca de 46% acessam diariamente essas plataformas.

Conversar com amigos e familiares aparece em segundo lugar, com 37%.

Os jogos são utilizados por 30% dos entrevistados.

Já 23% usam a internet principalmente para estudar.

Outros 21% acessam a rede para assistir a vídeos.

Apesar dos benefícios, os jovens também demonstram preocupação com o excesso de tempo conectado.

Segundo o levantamento, 41% se sentem mais dependentes do celular.

Além disso, 39% afirmam ter perdido tempo de estudo por causa da internet.

Para enfrentar esses problemas, 44% dizem bloquear contas ou conteúdos considerados prejudiciais.

Outros 32% fazem pausas durante o dia para reduzir o tempo de uso.

A responsabilidade das plataformas também é apontada pelos adolescentes.

Quase metade, 49%, acredita que as empresas devem contribuir para melhorar a internet.

Já 43% defendem maior controle sobre as plataformas digitais.

O estudo mostra ainda que os próprios jovens reconhecem a necessidade de controlar melhor o tempo conectado.

Eles também entendem que precisam se proteger de conteúdos negativos encontrados na internet.

A pesquisa contou com a participação de oito adolescentes na etapa qualitativa.

Eles tinham entre 13 e 18 anos e realizaram entrevistas com outros jovens.

A estratégia buscou facilitar a comunicação e permitir que os participantes falassem com mais liberdade.

O levantamento também mostra que 19% dos adolescentes acreditam que podem ajudar a transformar a internet.

Além disso, 69% afirmam estar abertos a receber ajuda para lidar com o uso excessivo da rede.

Os números mostram que os jovens não querem abandonar a internet.

A principal reivindicação é tornar o ambiente digital mais seguro, equilibrado e saudável.

Nesse contexto, o Instituto Alana lançou a nona edição do Prêmio Criativos 2026.

Com o tema “A internet é nossa”, a iniciativa incentiva crianças e adolescentes a criarem soluções para melhorar o ambiente digital.

Podem participar estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio, entre 10 e 18 anos.

Os projetos podem abordar temas como tempo de tela, cyberbullying, inteligência artificial e desinformação.

Também podem tratar de educação, inclusão digital, redes sociais e segurança na internet.

A edição deste ano inclui uma categoria audiovisual para vídeos e podcasts.

Ao todo, nove projetos poderão receber prêmios que somam R$ 12 mil.

A proposta é estimular o protagonismo dos jovens e transformar suas experiências digitais em ideias para uma internet mais segura, inclusiva e acolhedora.

 

Matéria: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Publicado em 12/08/2026 - 15:05 Rio de Janeiro

foto:  PankeysonPhotos por Pixabay

Redação adaptada por: Dimas Damasceno

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